O Estado brasileiro foi criado para servir à nação brasileira, formada por todos nós, cidadãos, com nosso trabalho, produção, consumo e impostos que sustentam a máquina pública. A soberania, portanto, não pertence ao Estado em si, mas à sociedade que o mantém.
Chegamos a 2026 com essa lógica invertida, com o Estado inchado, mas perdendo eficiência administrativa, enquanto empresários e consumidores convivem com carga tributária elevada, insegurança jurídica, instabilidade regulatória e decisões que, muitas vezes, favorecem grandes grupos econômicos em detrimento de quem efetivamente produz e consome.
Ora, está mais do que claro que a solução não virá apenas do Estado, então, sabendo que soberania diz respeito à autoridade moral de quem tem poder e influência, e que a soberania só se concretiza quando é exercida pelos cidadãos da nação, vale, cada um de nós nos responsabilizarmos por atitudes simples, mas essenciais.
No caso dos empresários, praticar soberania significa agir com estratégia e prevenção. Passa por reorganizar o patrimônio, separar com rigor a pessoa física da jurídica, adotar proteção legal patrimonial, como holdings patrimoniais ou familiares. Significa também, cuidar dos dados dos clientes (LGPD), investir em tecnologia, gestão, governança e compliance, reduzindo riscos, aumentando eficiência e fortalecendo a empresa diante de crises, fiscalizações e litígios.
Para consumidores, envolve informação e ação: exigir serviços adequados, questionar cobranças indevidas, acompanhar contratos, não aceitar abusos como regra e utilizar os Juizados Especiais quando a tentativa amigável de solução não funcionar.
A soberania só deixa de ser retórica quando passa a ser exercida, todos os dias, por empresários e consumidores conscientes de seus direitos, deveres e da necessidade de se protegerem com inteligência, informação e organização.
Por Luciana G.Gouvêa